Risco a qualquer custo

xx1 Assim como já faz parte da fauna urbana o discrimado e destemido cachorro-louco, aquele motociclista que é capaz de literalmente qualquer coisa no trânsito, também começa a aparecer como elemento odiado o ciclista porra-louca, que aposta tudo no risco como forma de auto-afirmação e, por que não, inclusão no cosmo urbano. Um dos esportes prediletos dessa galera é pegar rabeira: “Você cola no ônibus, coloca o pé direito por baixo do pará-lamas e o esquerdo por cima”, ensina o carinha da foto. Isso cria uma espécie de presilha no ônibus e então pode-se pegar uma carona. Sem marchas em suas correntes, ele não usa a bicicleta como meio de tranporte ou por saúde. Sua ação é desprovida de julgamento de valor. “Mas não você tem medo de morrer?”. Ele dá de ombros, com os hormônios em ebulição e a velocidade a seu favor, ele não sabe, mas procura o efeito cocaína: taquicardia, ações rápidas, adrenalina, endorfina até o talo de seu cerébro. Nesse mundo de faz-de-conta, garotos morrem e matam. Desde James Dean…..

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